terça-feira, 28 de abril de 2009

Teatro, um instrumento de evangelização

A Armadura de Deus (ACAS Fazendo Arte 2006)

Em Mateus (28.19-20) Cristo nos dá uma missão que é ir fazer novos adoradores e ensinar as suas coisas e ainda nos diz para não nos preocuparmos, pois Ele estará conosco. O mesmo Espírito que ungiu a Jesus para proclamar as boas novas habita na igreja para que ela dê continuidade à proclamação da mensagem salvadora do evangelho de Cristo. Portanto, a evangelização é um legado de Jesus Cristo à Igreja que tem a missão de tornar conhecido e vivenciado o evangelho.

Amados, Jesus pagou um preço de sangue pela nossa salvação e tudo que Ele nos pede é amar a Deus sobre todas as coisas e a nossos irmãos como a nós mesmos e nos deixa a missão de sermos proclamadores desse amor. Eu diria que evangelizar é na verdade uma prática de amor a Jesus Cristo.

A arte é como se fosse um megafone de Deus para o mundo, surdo pelo pecado, escutar a sua palavra. E nós, como cristãos que somos, devemos vestir a nossa camisa e usar das armas que Deus nos deu para proclamarmos a sua palavra.

E o teatro tem se mostrado como um instrumento eficaz na evangelização. Por quê? Por que o teatro é uma forma de reflexão. O teatro fala ao homem de si próprio, traz para o palco as necessidades do homem e de uma forma clara. No âmbito do teatro mais do que em qualquer outro setor pode-se sentir e demonstrar a emoção. O teatro cristão, que é como eu costumo falar do teatro que é dado para a evangelização, não é formado, simplesmente, por um grupo de atores, ele é formado por um grupo de pessoas que se importam com seu irmão, que tem um objetivo muito claro ‘falar do amor de Deus por nós’.

Nós ao subirmos no palco temos que nos dá conta de que somos evangelizadores e que se é para falar de Deus, nós temos que ter Deus em nós. Quando isto não acontece, então o evento teatral não é um ato de evangelização, perde esse caráter e torna a ser um entretenimento, mas isto não leva à evangelização. 

Aos Amigos


Senhor

Cuida do meu amigo por mim, porque eu não posso cuidar dele. Coloca-o no teu colo, por que o meu está longe. Abraça-o e faz dos teus braços a extensão dos meus, porque eu não posso alcançá-lo. Aquece-o com as batidas quentes e fortes do teu coração, porque o meu não o alcançou. Ama-o com um amor maior do que o meu, porque o meu não foi o suficiente. Sei que não posso pedir para que ele não sofra, mas sei que podes estar com ele sempre que isso acontecer, porque eu nem sempre poderei. Diga aos ouvidos dele com tua voz suave e verdadeira que estarei aqui, porque a minha voz nem sempre é ouvida.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Rizinho Gordo

Rizinho gordo,


Mãos vermelhas palmeando o gesto da mamãe.


Que mãos molhadas,


Cabelo em desalinho


Trazia na mamadeira o Ninho


Gulosamente devorada


No entremeio do gordo rizinho


Assim era você


Ontem um bebê


Compromissado apenas com o amor


Que recebia


E que fazia


Você amar ou não amar,


No sensitivo fulgar


As promessas do amor.


O tempo passou


Nasceu um outro dia


Na sua maravilhosa história


Num processo de amar


De um belo projeto


Você se formou, cresceu, amadureceu


Hoje na maior idade


Quero que sinta que sempre foi amada


Criança


Mulher


Minha filhinha




(Izabel Maria Moraes Santos de Araújo, a minha mamãe)